Os corpos celulares dos neurônios pré-ganglionares simpáticos localizam-se exclusivamente na coluna intermédio-lateral da substância cinzenta, entre os níveis T1 e L2 da medula espinal — daí o nome “divisão toracolombar”.
| Sinapse | Neurotransmissor | Observação |
| Pré-ganglionar → pós-ganglionar | Acetilcolina (receptores nicotínicos) | Regra geral para todas as primeiras sinapses |
| Pós-ganglionar → órgão-alvo (regra geral) | Norepinefrina (receptores adrenérgicos α/β) | Maioria das fibras “adrenérgicas” |
| Pós-ganglionar → glândulas sudoríparas | Acetilcolina (receptores muscarínicos) | Exceção: fibras simpáticas “colinérgicas” |
| Pré-ganglionar → medula suprarrenal | Acetilcolina | Estimula liberação hormonal (~80% epinefrina, ~20% norepinefrina) |
O desequilíbrio crônico da atividade simpática está implicado na fisiopatologia da hipertensão arterial, de transtornos de ansiedade/síndrome do pânico e, a longo prazo, na progressão da insuficiência cardíaca — nesta última, a ativação simpática inicialmente compensatória torna-se deletéria ao miocárdio quando sustentada. Betabloqueadores atuam modulando a neurotransmissão adrenérgica e têm indicações estabelecidas em cardiologia. No transtorno de pânico, porém, não são tratamento recomendado de rotina: as diretrizes (APA, 2009; NICE CG113) priorizam a terapia cognitivo-comportamental e os antidepressivos, sobretudo os ISRS.
Assumir que todas as sinapses pós-ganglionares simpáticas usam norepinefrina. As glândulas sudoríparas são uma exceção clinicamente relevante (fibras colinérgicas), assim como a medula suprarrenal, que libera hormônios, não neurotransmissores sinápticos clássicos.
Paciente fictício: mulher de 34 anos apresenta episódios recorrentes de palpitações, sudorese, taquicardia e sensação de morte iminente, sem alteração ao ecocardiograma.
Pergunta progressiva 1: Como a fisiologia da resposta simpática de “luta ou fuga” ajuda a explicar os sintomas descritos?
Pergunta progressiva 2: Antes de atribuir o quadro a um transtorno de pânico, que causas orgânicas precisam ser excluídas (por exemplo, arritmias, hipertireoidismo, feocromocitoma) e por quê?
HALL, John E. Guyton & Hall: tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
PAULSEN, Friedrich; WASCHKE, Jens (ed.). Sobotta: atlas de anatomia humana. 24. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 3 v.
🔹 INFORME IMPORTANTE
Este conteúdo tem caráter educativo e informativo e não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Cada pessoa é única e necessita de avaliação individualizada por um(a) profissional habilitado(a). Caso apresente sintomas ou dúvidas específicas sobre sua saúde, procure atendimento médico.
👨⚕️ Autor Dr. Dário Santuchi
Médico Cardiologista e Especialista em Clínica Médica
Mestre em Ciências da Saúde
CRM-ES 11491 • RQE 10191 • RQE 13520
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