A principal forma de comunicação no sistema nervoso é através das sinapses, locais descontínuos em que o axônio ou suas ramificações extensivas de axônios terminais, às vezes alcançando o número de mil, encontram-se com outro neurônio ou célula-alvo. Tipicamente, um neurônio recebe numerosos contatos sinápticos nas suas arborizações de dendritos e nas espículas dendríticas ou no corpo celular. À medida que o axônio se aproxima do seu local-alvo, ele perde a sua bainha de mielina; frequentemente sofre ramificações extensivas e, então, termina no alvo como botões sinápticos. A comunicação é por meio de transmissão eletroquímica, disparando a liberação de neurotransmissor(es) na fenda sináptica. O(s) transmissor(es) se liga(m) aos receptores na membrana pós-sináptica e inicia(m) uma graduada resposta excitatória, ou inibitória, ou efeito imunomodulador, na célula-alvo.
As características da sinapse típica
- Vesículas sinápticas: contêm neurotransmissor e/ou substância neuromoduladora
- Exocitose das vesículas: fusão da membrana da vesícula sináptica com a membrana pré-sináptica, desta forma liberando o transmissor
- Membrana pós-sináptica: local espessado em que os receptores da membrana pós-sináptica se ligam ao neurotransmissor e iniciam uma resposta apropriada

Uma variedade de tipos de sinapses morfológicas pode ser identificada:
- Axodendrítica ou axossomática simples (sinapses mais comuns)
- Espícula dendrítica
- Crista dendrítica
- Sinapse simples junto com uma sinapse axoaxônica
- Axoaxônica e axodendrítica combinadas
- Varicosidades (botões em passagem)
- Dendrodendrítica
- Recíproca
- Em série
As sinapses são estruturas dinâmicas e exibem significante “plasticidade”. Novas sinapses são formadas continuamente em muitas regiões, e algumas são “podadas” ou eliminadas por qualquer uma de uma variedade de razões, incluindo falta de uso, atrofia ou perda das células-alvo, ou processos degenerativos por causa do envelhecimento normal ou patologia.
Referências
1. Fisiologia (Base para os Encontros de Funcionamento)
HALL, John E. Guyton & Hall: tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
2. Anatomia Humana (Base para os Encontros de Estrutura)
NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
PAULSEN, Friedrich; WASCHKE, Jens (ed.). Sobotta: atlas de anatomia humana. 24. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 3 v.
3. Estratégia de Pesquisa e Integração Científica
Além das obras de referência clássicas (Netter, Sobotta e Guyton), o plano de estudos inclui a revisão sistemática de artigos científicos publicados nos últimos cinco anos e indexados na base de dados PubMed. A seleção prioriza periódicos de alto impacto.
🔹 INFORME IMPORTANTE
Este conteúdo tem caráter educativo e informativo e não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Cada pessoa é única e necessita de avaliação individualizada por um(a) profissional habilitado(a). Caso apresente sintomas ou dúvidas específicas sobre sua saúde, procure atendimento médico.
👨⚕️ Autor
Dr. Dário Santuchi
Médico Cardiologista e Especialista em Clínica Médica
Mestre em Ciências da Saúde
CRM-ES 11491 • RQE 10191 • RQE 13520
www.dariosantuchi.com.br
@santuchi.dario / https://taggo.one/santuchi

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