Aula 15 – Dermatomos
A região da pele inervada pelas fibras nervosas sensitivas somáticas associadas a uma única raiz posterior em um único nível da medula espinal é denominada dermátomo. (Do mesmo modo, sobre a região anterolateral da cabeça, a pele é inervada por uma das três divisões do nervo craniano trigêmeo) Os neurônios que dão origem a essas fibras sensitivas são neurônios pseudounipolares, que residem no único gânglio sensitivo do nervo espinal associado ao nível específico da medula espinal (entenda que, para cada nível, nós estamos falando de um par de nervos, raízes e gânglios, porque existem 31 pares de nervos espinais, um par para cada nível da medula espinal). C1, o primeiro nível da região cervical da medula espinal, possui fibras sensitivas, mas elas fornecem pouca contribuição para a pele, portanto, na parte superior da cabeça, o padrão de dermátomo começa com o dermátomo C2.
Os dermátomos cercam o corpo de forma segmentada, correspondendo ao nível da medula espinal que recebe a informação sensitiva daquele segmento da pele. A sensação conduzida pelo toque da pele é amplamente a de pressão e de dor. O conhecimento do padrão dos dermátomos é utilizado na localização de segmentos específicos da medula espinal e na avaliação da integridade da medula espinal naquele nível (intacta ou lesionada).
As fibras nervosas sensitivas, que inervam um segmento da pele e constituem um dermátomo, exibem alguma sobreposição de fibras nervosas. Em consequência, um segmento da pele é inervado principalmente por fibras de um único nível da medula espinal, mas apresentará alguma sobreposição com fibras sensitivas de níveis acima e abaixo do nível principal da medula. Por exemplo, o dermátomo T5 terá alguma sobreposição com as fibras sensitivas associadas aos níveis T4 e T6. Dessa forma, os dermátomos concedem uma boa aproximação dos níveis da medula espinal, mas variações são comuns, e as sobreposições existem.
